Guia completo de jogos indie para PC

Screenshot do jogo FEZ, com título do post em destaque.
LISTAS

“Aquele jogo lá não tem nada de combate… a maior parte era só ficar andando… hmm, se bem que… esses diálogos estão bem escritos… espera um pouco… que design bonito, com as cores e os traços… QUE FINAL FOI ESSE?”

Quando falamos de jogos indie para PC, não é difícil encontrar esse tipo de reação. Responsáveis por uma boa parcela das inovações em mecânicas de jogo e história, esses games representam um mundo à parte, quando comparados a títulos triple AAA convencionais.

A seguir, conversamos um pouco mais sobre o universo dos jogos independentes e a importância que eles têm na indústria dos games, sempre trazendo para a realidade de quem joga no PC (pedimos desculpas aos fãs de console e mobile). Boa leitura!

O que é um jogo indie?

De forma resumida, um jogo indie (ou independente) é aquele que foi idealizado e desenvolvido fora de um estúdio de produção ou distribuidora (publisher) de games, como Ubisoft, Electronic Arts, Sony Computer Entertainment, entre outros.

Fazendo uma analogia, seria como se um artista lançasse um álbum de músicas sem o apoio de uma gravadora como a Som Livre. Nesse contexto, assim como a gravação do disco musical, a produção dos jogos carrega algumas particularidades.

Em geral, desenvolver um jogo indie envolve muitos processos criativos. Em um estúdio, existe uma equipe responsável por guiar e validar essas decisões artísticas, o que não acontece com desenvolvedores independentes, que acabam utilizando a própria comunidade de jogadores envolvidos em versões de teste para receber feedbacks e decidir sobre as mudanças.

Screenshot do jogo Braid.
Braid, lançado em 2009, é conhecido como um dos primeiros fenômenos indie do século XXI (Imagem: Steam / Divulgação).

Outra diferença grande é a estabilidade que um estúdio oferece, com cronogramas de entregas, apoio financeiro e de infraestrutura (computadores, salas de reunião), e contato com outros profissionais do mercado – compositores de trilha sonora, artistas visuais, entre outros.

Portanto, podemos concluir que um jogo indie é aquele que não possui todo esse apoio em sua fase de criação, dependendo do esforço e da dedicação dos desenvolvedores, movidos pela paixão por videogames e pelo sonho de criar uma obra original, marcante e que valha a pena jogar.

A evolução indie no PC

Nos anos 1970, quando a indústria de jogos ainda não estava estabelecida, já existiam desenvolvedores que criavam seus games de modo independente para consoles. O território pouco explorado desse mercado era um palco livre para novas ideias, que ajudariam a criar a base do que viria a ser um dos maiores mercados de entretenimento.

A partir da década de 90, o desenvolvimento de jogos independentes no PC ganhou um novo aliado: o compartilhamento entre usuários. Longe de possuírem travas anti-crack, os games eram simplesmente copiados de máquina para máquina, e ficaram conhecidos como “shareware games” – share significa compartilhar, em inglês.

No começo, um dos maiores obstáculos para o desenvolvimento de jogos era o hardware disponível. Não haviam computadores populares como os de hoje e, com recursos limitados, menos empresas e pessoas tinham acesso às tecnologias necessárias para programar os games.

Banner para o teste de desempenho de PC da Shopinfo.

Esse cenário, como sabemos, começou a mudar. Com o passar dos anos, não apenas os computadores ficaram mais baratos, mas também surgiram softwares para apoiar a criação de novos jogos, como Unity, GameMaker Studio e Unreal Engine.

Outro fator essencial para a expansão de títulos independentes foi a popularização de plataformas de distribuição digital, nesse caso, a Steam. Funcionando como uma enorme vitrine para jogos, a loja virtual permitiu que os games independentes ganhassem mais visibilidade.

Aqui, vale a pena fazer outro paralelo com a indústria da música, comparando a Steam ao Spotify, por exemplo: um local que criou uma ponte entre os produtos e os usuários, aproveitando a disseminação da internet e o aumento no consumo de mídias digitais (hoje em dia, quem compra um jogo de PC físico ou CD de música?).

Em pleno 2020, os jogos indie para PC já consolidaram recursos interessantes para incentivar os criadores, como o modelo de acesso antecipado (early access), no qual um usuário pode comprar um game que ainda está em desenvolvimento, antes de sua finalização e lançamento definitivo.

Para além desse mecanismo, o financiamento coletivo também é uma ferramenta que pode alavancar e apoiar o desenvolvimento de jogos independentes. Undertale, por exemplo, arrecadou mais de 50 mil dólares em sua campanha no Kickstarter, que teve quase 2.400 apoiadores.

Dessa forma, esses primeiros jogadores criam e movimentam uma comunidade de discussões sobre os pontos positivos e negativos, indicando para os desenvolvedores quais caminhos são os preferidos.

Screenshot do jogo Oxygen Not Included.
Oxygen Not Included foi lançado no modo early access em 2017, mas sua versão final só saiu em 2019. O jogo recebe atualizações e melhorias até hoje. (Imagem: Steam / Divulgação).

Além dos feedbacks, o apoio financeiro permite que o jogo continue melhorando até o seu lançamento oficial. Nesse período, todos os que compraram a versão antecipada recebem as suas atualizações.

Os jogos indie, ao longo do tempo, foram ganhando cada vez mais espaço no mercado. Algumas publishers, inclusive, começaram a abraçar alguns projetos, dando apoio e divulgando em grandes eventos de games. Isso contribuiu ainda mais para a expansão dos títulos independentes.

Desenvolvedores de jogos independentes

É preciso dedicar um espaço neste artigo para falar sobre os desenvolvedores de jogos indie. Como já foi comentado, existem algumas barreiras, financeiras e de mercado, que precisam ser vencidas, para que a liberdade criativa seja plena. Isso não é algo simples, e envolve uma série de sacrifícios.

Entre os maiores nomes do mundo indie, podemos colocar Markus “Notch” Persson (Minecraft), Edmund McMillen (Super Meat Boy) e Phil Fish (FEZ). Todos eles criaram seus jogos praticamente sozinhos, e enfrentaram anos de trabalho e críticas da comunidade gamer, que levantava expectativas e começava a cobrar os prazos de entrega dos games.

O documentário Indie Game: The Movie acompanha a história dos últimos três nomes acima, contando um pouco sobre como foi o processo de desenvolvimento de suas obras, que estão entre as mais populares no mundo dos jogos indie. Confira o trailer:

O que os indies têm de especial

A principal característica de um jogo independente é a surpresa. Esses títulos carregam a tradução mais pura das ideias de seus criadores, com alguns exemplos que simbolizaram verdadeiros rompimentos de barreiras, expandindo o conceito do que os videogames representam para os jogadores.

Obviamente, isso não se aplica para todo indie. Com cada vez mais games sendo lançados, poucos são os que se destacam. No entanto, aqueles que o fazem ficam para a história.

Sempre que formos experimentar um jogo independente, podemos dizer que estamos diante da realização de projetos que, muitas vezes, significam anos de trabalho duro, sem grande apoio financeiro, ancorados na simples vontade de criar algo incrível.

Recomendações Gamer Info: jogos indie para PC

Como não podia faltar, vamos recomendar vinte e oito dos melhores games indie. Todos eles trazem um elemento inovador, seja nas mecânicas de controle, visuais, trilha sonora ou história. E alguns já até apareceram em outras listas, porque também se destacam em seus gêneros (ação, plataforma, etc).

Diferentemente do que sempre fazemos, aqui não vamos colocar os requisitos mínimos, mas apenas os links para comprar e os anos de lançamento. Vale ressaltar que as indicações não estão listadas por motivos de preferência da equipe, apenas classificadas em ordem alfabética.

1. Baba Is You

Screenshot do jogo Baba Is You.
(Imagem: Steam / Divulgação).

Um jogo de quebra-cabeças que te permite manipular as próprias regras, que ficam dispostas como blocos dentro da fase. A dinâmica de solução dos puzzles envolve estratégias inovadoras e que exigem um ótimo raciocínio lógico.

2. Braid

Screenshot do jogo Braid (2).
(Imagem: Steam / Divulgação).

Braid é um jogo no estilo plataforma que te dá o poder de manipular o tempo, voltando atrás ou se movimentando em câmera lenta, por exemplo. Mais ainda, o game conta com uma estética que lembra uma pintura, em uma história não-linear, cheia de reflexões.

3. Celeste

Screenshot do jogo Celeste.
(Imagem: Steam / Divulgação).

Com visual minimalista, Celeste é um arcade que é mais que aparenta ser. Ao acompanhar Madeline em sua jornada rumo ao topo de uma montanha, o jogador descobre outros dilemas internos que a personagem precisa enfrentar. O game também foi vencedor do The Game Awards de 2018 nas categorias Best Indie Game e Games for Impact.

4. Crypt of the NecroDancer

Screenshot do jogo Crypt of the NecroDancer.
(Imagem: Steam / Divulgação).

Crypt of the Necrodancer é um game em pixel art, no estilo roguelike, que traz um elemento único: o ritmo. Acompanhando todos os movimentos e mecânicas, o jogador precisa alinhar suas estratégias com a música, que interfere diretamente no modo como as imagens se projetam na tela.

5. Cuphead

Screenshot do jogo Cuphead.
(Imagem: Steam / Divulgação).

Cuphead dispensa apresentações. Com visuais e trilha sonora que prestam homenagem às animações da década de 1920, o jogo de plataforma desafia a paciência dos jogadores, com fases complexas e que lembram da dificuldade dos clássicos games de arcade, que exigiam precisão e rapidez nos controles.

6. Disco Elysium

Screenshot do jogo Disco Elysium.
(Imagem: Steam / Divulgação).

Figurando entre os melhores de 2019, Disco Elysium é um RPG completo. Seguindo a história de um detetive que acordou sem memórias e precisa desvendar um mistério, o jogo apresenta mecânicas de probabilidade e escolhas que lembram os role-playing games de mesa.

7. Don’t Starve

Screenshot do jogo Don't Starve.
(Imagem: Steam / Divulgação).

Proteja-se do escuro, construindo uma fogueira. Consiga recursos para caçar, prepara alimentos e explorar locais selvagens. Don’t Starve te obrigará a descobrir novas tecnologias e itens de sobrevivência, em cenários com estética única e gerados de forma aleatória.

8. Enter the Gungeon

Screenshot do jogo Enter the Gungeon.
(Imagem: Steam / Divulgação).

Uma diversidade de armas malucas, labirintos desafiadores e cheios de inimigos, também armados. Enter the Gungeon traz a brincadeira no nome – unindo “gun”, que significa arma, e “dungeon”, masmorra em inglês –, em uma aventura divertida e difícil.

9. FEZ

Screenshot do jogo FEZ.
(Imagem: Steam / Divulgação).

FEZ é um jogo que muda a nossa percepção de espaço, misturando cenários 2D que rotacionam e revelam novos elementos, antes escondidos. Descubra os segredos de um mundo, navegando entre perspectivas diferentes.

10. Frostpunk

Screenshot do jogo Frostpunk.
(Imagem: Steam / Divulgação).

Um simulador de gerenciamento de cidades como nunca se viu. A profundidade de Frostpunk ultrapassa a busca por recursos para sustentar uma comunidade em um cenário pós-apocalíptico, entrando em discussões éticas e decisões com impactos sociais intensos.

11. Hollow Knight

Screenshot do jogo Hollow Knight.
(Imagem: Steam / Divulgação).

Games com a estética de “desenhado a mão” são comuns no mundo dos jogos indie. E o Hollow Knight faz isso muito bem. Extremamente empolgante, esse game tem o objetivo de levar você a uma aventura épica em um reino arruinado, no subterrâneo da cidade de Dirtmouth. Seus aliados serão insetos bizarros e seus desafios acontecerão em cavernas contra criaturas do mal.

12. Inside

Screenshot do jogo Inside.
(Imagem: Steam / Divulgação).

Esse puzzle de aventura é uma ótima opção para quem gosta de descobrir os segredos sem muitas dicas. Um jogo extremamente introspectivo com atmosfera sombria e misteriosa, Inside possui uma estrutura em plataforma que combina perfeitamente com o enredo: “caçado e sozinho, um garoto acaba sendo atraído para o centro de um projeto sombrio”. Se a gente falar mais que isso, estraga a surpresa.

13. Into the Breach

Screenshot do jogo Into the Breach.
(Imagem: Steam / Divulgação).

Um jogo de estratégia em turnos, com um tabuleiro isométrico que lembra games clássicos como Final Fantasy Tactics. A estética em pixel art e a temática de robôs gigantes versus ameaças alienígenas fazem de Into the Breach uma aventura, ao mesmo tempo, nostálgica e atual.

14. Journey

Screenshot do jogo Journey.
(Imagem: Epic Games / Divulgação).

Um jogo de exploração, andanças e descobrimentos. Journey te leva a refletir sobre a vida, enquanto caminha por cenários deslumbrantes e desbrava desertos e ruínas. As mecânicas de voo e os deslizes na areia são um espetáculo à parte.

15. Limbo

Screenshot do jogo Limbo.
(Imagem: Steam / Divulgação).

O começo de Limbo é tão misterioso quanto um jogo consegue ser. O jogador se vê em um mundo em preto e branco, acompanhando um menino que precisa avançar em um cenário cheio de obstáculos e monstros. Sem nenhum tutorial ou dica, o game se destaca pela beleza e simplicidade na proposta. Essa também é uma ótima opção de jogo indie para PCs fracos.

16. Overcooked

Screenshot do jogo Overcooked.
(Imagem: Steam / Divulgação).

Overcooked é um jogo de cooperação que lembra os clássicos games de navegador, nos quais a missão é atender aos pedidos de um restaurante, acertando os ingredientes e entregando no tempo certo. Aqui, adicionam-se obstáculos de cenário e a possibilidade de jogar em até quatro jogadores na mesma tela – sim, isso pode ser uma dificuldade a mais, uma vez que a coordenação entre as pessoas precisa ser muito maior.

17. Oxenfree

Screenshot do jogo Oxenfree.
(Imagem: Steam / Divulgação).

Neste thriller sobrenatural, um grupo de amigos abre, sem querer, uma fenda para um plano fantasmagórico. Você jogará com a personagem Alex, que levou Jonas (seu meio-irmão mais novo) para uma festa na ilha durante a noite. Mas algo terrivelmente errado acontece e você só descobre o que é, jogando.

18. Papers, please

Screenshot do jogo Papers, Please.
(Imagem: Steam / Divulgação).

Escondido no meio da simplicidade de sua proposta – a de trabalhar como agente em um escritório de imigração, aprovando ou negando o visto de viajantes –, Papers, please nos convida a mergulhar nas nuances dos conflitos políticos, que obrigam pessoas a saírem de suas casas e recomeçarem suas vidas.

19. Return of the Obra Dinn

Screenshot do jogo Return of the Obra Dinn.
(Imagem: Steam / Divulgação).

Os gráficos desse jogo já são um espetáculo à parte. Mas Return of the Obra Dinn vai além. No papel de investigador, o jogador tem acesso a cenas (imagens congeladas) dos crimes que aconteceram no navio, e precisa desvendar suas causas a partir das pistas que vai encontrando. O game é dos mesmos criadores de Papers, please.

20. Sayonara Wild Hearts

Screenshot do jogo Sayonara Wild Hearts.
(Imagem: Steam / Divulgação).

Um game original, com trilha sonora que bebe das melhores fontes da música pop, como Carly Rae Jepsen, e que mistura cores e ângulos de câmera de uma forma frenética e atraente. Sayonara Wild Hearts traz uma experiência que aborda corações partidos, danças e corridas.

21. Stardew Valley

Screenshot do jogo Stardew Valley.
(Imagem: Steam / Divulgação).

Esse simulador de fazenda fez um sucesso tão grande que ganhou até uma versão mobile. A versatilidade de Stardew Valley, aliada a uma história cativante e diversas referências ao clássico Harvest Moon do PlayStation, é uma receita cheia para muitas horas de gameplay, cultivando alimentos e explorando cenários.

22. Super Hexagon

Screenshot do jogo Super Hexagon.
(Imagem: Steam / Divulgação).

Super Hexagon é um daqueles jogos que possuem ritmo frenético e se baseiam em concentração e precisão nos movimentos. Com uma estética extremamente simples, visuais minimalistas e uma trilha sonora que imprime velocidade ao gameplay.

23. Super Meat Boy

Screenshot do jogo Super Meat Boy.
(Imagem: Steam / Divulgação).

Prepare-se para repetir muitas vezes a mesma fase. Super Meat Boy é um dos games mais desafiadores, com fases que apresentam obstáculos exigentes e divertidos, em cenários que brincam com estéticas diferentes. Tudo isso acompanhado de uma premissa muito simples: sair do ponto A e chegar ao ponto B.

24. Superhot

Screenshot do jogo Superhot.
(Imagem: Steam / Divulgação).

Um FPS bem diferente de tudo que você já viu. Superhot é o primeiro game de tiro em que o tempo só passa se você se mover. Durante todo o jogo você precisará pegar as armas dos inimigos que já foram abatidos, e poderá atirar, cortar e desviar dos tiros em câmera lenta. Por ser um game com design minimalista, a graça dele fica por conta da fluidez e beleza nos movimentos de luta.

25. The Binding of Isaac: Rebirth

Screenshot do jogo The Binding of Isaac: Rebirth.
(Imagem: Steam / Divulgação).

The Binding of Isaac: Rebirth é um game no estilo roguelike (cada morte resulta no fim do jogo, que precisa ser jogado do começo), com elementos tenebrosos e fases geradas aleatoriamente. Com uma infinidade de itens, o jogo garante horas de diversão e é um desafio para os dedos.

26. Thomas Was Alone

Screenshot do jogo Thomas Was Alone.
(Imagem: Steam / Divulgação).

No meio de uma sequência de obstáculos, a serem resolvidos com uma combinação de movimentos de blocos retangulares, no melhor estilo plataforma, entramos em uma história que aborda a essência dos videogames.

27. Undertale

Screenshot do jogo Undertale.
(Imagem: Steam / Divulgação).

Uma ideia que começou como um mod do jogo Earthbound e se transformou em algo muito maior. Em Undertale, um RPG com gráficos minimalistas, experimente explorar um universo repleto de monstros, em uma jornada na qual as melhores decisões nem sempre envolvem o combate direto. Na verdade, é possível terminar o game sem travar uma única luta.

28. What Remains of Edith Finch

Screenshot do jogo What Remains of Edith Finch.
(Imagem: Steam / Divulgação).

What Remains of Edith Finch (“O que restou de Edith Finch”) é um jogo com uma narrativa intrigante, que conta uma história cheia de mistérios e situações inacreditáveis. Prepare-se para descobrir segredos e interagir com memórias de um jeito muito original.

Por que investir em um jogo indie?

Jogos de PC podem ser interpretados de diversas formas, desde passatempos casuais até experiências que despertam os sentidos e nos fazem refletir. Na sua essência, um videogame é uma forma de arte que consiste em interagir com uma história.

No meio de tantas produções que custam milhões de dólares, os grandes estúdios tendem a priorizar mecânicas e histórias que têm maior potencial de venda e popularização entre o público. Por isso, no quesito inovação, os indies cumprem um papel importantíssimo.

Sem os crivos de uma equipe de investidores, ou a supervisão constante de uma direção de arte com foco em negócios, os desenvolvedores independentes encontram espaço para criarem seus produtos de forma livre.

A abertura criativa dá origem a jogos que fogem de qualquer padrão, explorando os limites da imaginação e dos controles do PC. Com histórias complexas e que, muitas vezes, são transmitidas ao jogador por meio de detalhes, como uma trilha sonora específica ou o uso de cores monocromáticas.

Essa liberdade, no entanto, tem um custo. Muitos criadores de jogos indie para PC não possuem o apoio financeiro que os grandes estúdios podem oferecer, permitindo que a produção ocupe todo o seu tempo.

Pelo contrário, essas pessoas precisam, em grande parte, equilibrar o desenvolvimento dos games com suas rotinas de trabalho convencionais, adequando seus horários livres para a programação e os avanços no projeto.

Como demonstrado em uma reportagem do The Verge, os desenvolvedores de jogos independentes que conseguem sucesso no primeiro jogo sofrem para continuar no mercado. Além da pressão do público e das expectativas levantadas no primeiro título, o retorno financeiro é temporário e insuficiente para sustentar uma carreira – muitas vezes, até para bancar o próximo jogo.

A importância em apoiar projetos de games independentes está conectada ao fato de que, nesse processo, estamos contribuindo para que mais barreiras dos videogames sejam quebradas, dando luz a novos jeitos de jogar e de interagir.

Quanto mais recursos estiverem disponíveis para esses profissionais, mais segurança o mercado independente poderá fornecer, atraindo novos desenvolvedores e multiplicando o número de títulos.

Portanto, fica a nossa recomendação: muitas vezes, enquanto esperamos o lançamento do próximo Assassin’s Creed, ou se estivermos cansados depois de mais de mil horas logadas no CS, talvez seja interessante olhar para o catálogo de jogos independentes nas plataformas digitais.

Essa alternativa é interessante, também, para quem não possui uma máquina top de linha, pois há uma infinidade de opções de jogos leves, e rodam tranquilamente em computadores de entrada.

Por fim, um último argumento a favor dos games indie é o fator preço. Não é difícil encontrar títulos muito acessíveis, ou até mesmo de graça. Basta vasculhar na Steam ou Epic Games Store – que, inclusive, está dando jogos toda semana!

Se você gostou desse texto, compartilhe com seus amigos, e vamos continuar explorando e compartilhando todas as coisas boas que estão contidas no universo dos jogos de PC. Obrigado pela paciência e até a próxima!

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Referências utilizadas no texto:

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