Placa de vídeo de entrada vale a pena em 2020?

Detalhe de uma placa de vídeo.
HARDWARE

Ter uma GPU dedicada pode ser a peça que falta para rodar os jogos mais pesados e recentes. Mas, no meio de tantos lançamentos e modelos cada vez mais potentes, fica a pergunta: vale a pena investir em uma placa de vídeo de entrada?

A resposta vai depender muito do seu perfil gamer. Neste post, apresentamos os modelos de GPUs mais populares no mercado brasileiro, considerando a faixa de preços abaixo dos R$ 1.000. Em seguida, discutimos seu custo-benefício. Boa leitura!

Placas de vídeo mais vendidas em 2019

O site Hardware.com.br divulgou um relatório da Receita Federal com as placas de vídeo mais vendidas em 2019. Entre os modelos, encontramos a Nvidia GT 710 em primeiro lugar, mas decidimos excluí-la desta análise, por não ter um foco no público gamer, cumprindo apenas a função de entregar um sinal de vídeo, sendo utilizada em computadores de escritório, por exemplo.

No top 5, encontramos os seguintes modelos (excluindo a GT 710):

1. Nvidia GTX 1050 Ti

2. AMD Radeon RX 570

3. Nvidia GTX 1660

4. AMD Radeon RX 580

5. Nvidia GTX 1650

A placa de vídeo AMD Radeon RX 570, de 4 GB, é um dos modelos de entrada que entregam desempenho com ótimo custo-benefício. Do outro lado, a Nvidia GeForce GTX 1650, também de 4 GB, chega como uma atualização bem-vinda da consagrada série de entrada da marca, sucessora da 1050.

Aqui, vale uma observação: não estamos olhando para as marcas, somente os modelos de GPU. Nvidia e AMD, duas das maiores fabricantes desses componentes, não costumam produzir placas de vídeo completas – apesar de possuírem algumas versões próprias.

Pelo contrário, o foco dessas empresas está em fazer o design e arquitetura dos chips, que são trabalhados por outras fabricantes, como Asus, Gigabyte, MSI, Galax, PCYes, EVGA, entre outras.

Imagem de um PC instalado em uma bancada, com uma GPU.
Placas Nvidia GeForce GTX estão entre as mais populares no Brasil.

É por isso que, no mercado, encontramos tantas variações da mesma placa: várias dessas companhias podem trabalhar seus próprios modelos, diferenciando na qualidade de construção, materiais e refrigeração.

Da lista de cinco GPUs mais vendidas em 2019, observamos que todos os modelos podem ser enquadrados como placas de vídeo de entrada, com preços variando entre R$ 700-900, com exceção da 1660, que pode passar dos mil e duzentos reais.

Especificações técnicas

As GPUs de entrada, considerando o padrão das tecnologias de 2019 e começo de 2020, representam um segmento que vai oferecer valores médios de clock na casa dos 1200 MHz, com memórias VRAM na faixa de 4 GB – a exceção aqui fica para a RX 580, com seus 8 GB.

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Para quem estiver sentindo falta das placas com 2 GB de memória de vídeo, elas não serão tratadas neste texto, por considerarmos que o desempenho já consegue ser alcançado por processadores com chip gráfico integrado, como os AMD Ryzen 2400G. Além disso, vamos focar a discussão com base nos modelos mais vendidos e que comportam a resolução Full HD, mais comum nos monitores atuais.

Quando o assunto é performance de vídeo, os números técnicos no papel não podem ser traduzidos imediatamente em desempenho. Sabe-se que, no momento, plataformas Nvidia possuem maior estabilidade, principalmente ao analisar os problemas com drivers da AMD no ano passado.

Outro ponto importante sobre as especificações técnicas e a diferença entre Nvidia e AMD está na otimização dos games. Como resultado de parcerias entre empresas, alguns jogos são desenvolvidos favorecendo uma ou outra. Portanto, é interessante analisar se o game que você quer jogar possui um “lado favorito” antes de decidir sobre a compra.

A tabela a seguir traz as principais características de cada um dos modelos de entrada que foram comentados, excluindo a Nvidia 1660, que já é uma placa mais próxima do nível intermediário.

ModeloFrequência (clock) baseVRAM
GTX 1050 Ti1290 MHz4 GB (GDDR5)
GTX 16501710 MHz4 GB (GDDR5)
RX 5701168 MHz4 GB (GDDR5)
RX 5801340 MHz8 GB (GDDR5)

Nos dados acima, as frequências podem variar de acordo com a fabricante. Alguns modelos também possuem maior abertura para overclock, por fornecerem melhores sistemas de refrigeração, permitindo, assim, melhor desempenho – com a desvantagem de exigirem mais energia e esquentarem mais, por outro lado.

Placa de vídeo para jogar em Full HD

As placas de vídeo de entrada, apresentadas até agora, possuem um objetivo claro: rodar a maioria dos jogos em resolução Full HD, perto dos 60 quadros por segundo. Esse cenário encaixa bem a maioria dos monitores populares, que trabalham com valores equivalentes na quantidade de pixels e taxa de atualização.

Para os games mais recentes, pode ser que elas não deem conta de segurar todos os gráficos na qualidade ultra, o que seria o cenário ideal para todo gamer. No entanto, considerando a resolução 1080p, estamos lidando com uma quantidade generosa de pixels, que já proporcionam uma experiência muito agradável.

Se, pelo contrário, a intenção é jogar títulos indie, que não exigem as tecnologias mais atuais, uma GPU de entrada pode sustentar os gameplays sem sofrimento, além de garantir uma boa vida útil para o componente, que não vai trabalhar sob estresse.

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Esse raciocínio também vale para os MOBAs e outros jogos competitivos, que já têm a característica de não serem os mais pesados, além do fato de que a prioridade é a rapidez e o FPS, mais do que a beleza pura dos gráficos.

Vale a pena comprar?

Depois de analisar as especificações técnicas e observar o comportamento do mercado, a conclusão é de que as placas de vídeo de entrada são extremamente populares. No Brasil, com o preço do dólar e as taxas de importação, essa estatística também diz um pouco sobre a dificuldade que temos em conseguir peças mais potentes, que acabam chegando por valores que passam dos dois mil reais – praticamente o valor de um PC gamer completo.

Outro fator importante, ao considerar GPUs mais potentes, é a exigência sobre as outras partes do computador: precisamos de um processador que consiga trabalhar com esse nível de placas de vídeo, além de uma fonte de energia suficiente, para citar apenas alguns exemplos.

Portanto, se você não está na corrida pela maior taxa de FPS, e não se importa em jogar na qualidade média ou alta, as placas de vídeo de entrada podem atender muito bem a maioria das situações de gameplay em Full HD.

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