Crash Bandicoot 4 para PC: saiba tudo sobre a novidade

Crash Bandicoot 4 para PC
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Que tal começarmos este post com uma charada? Se você é um old school ou ama jogos antigos, com certeza vai acertar de primeira. A resposta é o tema do nosso conteúdo, então, atenção, o desafio está lançado. Qual é o game de grande sucesso, no qual o personagem principal é um marsupial supermaluco, que conta com a ajuda da irmã Coco e de uma máscara chamada Aku Aku para derrotar o vilão Córtex? Se você disse Crash Bandicoot, acertou!

Depois de mais de 10 anos com os mesmos jogos da franquia, a Activision Blizzard, desenvolvedora do game, lançou mais um novíssimo jogo: Crash Bandicoot 4 para PC. Saiba tudo sobre essa grande novidade a partir de agora!

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A história do marsupial Crash Bandicoot

O marsupial Crash Bandicoot fez parte da infância de vários veteranos dos jogos e, passando por várias gerações, conquistou o coração do público, ficando marcado para sempre na história dos games. O primeiro jogo foi lançado apenas para console em agosto de 1996 pela Naughty Dog.

Crash Bandicoot

Toda a história desse grande sucesso começou com os experimentos dos malvados Dr. Córtex e seu assistente N. Brio. O jogador, que é introduzido à ilha Insanity (Insanidade, em português) – localizada, teoricamente, no Sudeste da Austrália –, acompanha os experimentos dos vilões darem errado. 

Dr. Neo Cortex e N. Brio tentam dominar o mundo criando um exército poderoso de animais modificados. Entre essas cobaias está Crash – que acaba sendo antropomorfizado pelos vilões – e Tawn, namorada dele. A ideia dos malvados era fazer do protagonista um comandante altamente manipulado, mas pela inteligência e bondade de Bandicoot o experimento falha e o marsupial consegue fugir. 

Tela de início Crash 1
Marsupial favorito, Crash Bandicoot faz sucesso há mais de uma década. Imagem: Reprodução/Naughty Dog

É a partir daí que começa a jogabilidade do game. Depois de acordar na Ilha Insanity, Crash decide dar fim no plano maligno dos cientistas e salvar a sua amada Tawna. Durante a trajetória do protagonista até o castelo do Cortex, o marsupial encontra Aku Aku, uma máscara tiki que fornece poderes e conselhos. 

É com essa ajuda que ele enfrenta os seus outros inimigos, como o líder dos nativos da ilha, Papu-Papu (único que não trabalha para os vilões), os insanos animais modificados Ripper Roo e Coala Kong e o guarda-costas de Cortex, Pinstripe. 

O fim do primeiro jogo se dá quando Crash chega até o castelo do Dr. Cortex e o encontra em um dirigível. É ali que a batalha final acontece, e quando o protagonista derrota o vilão, este cai para sua morte iminente, enquanto o herói fica livre para libertar sua amada. 

O primeiro jogo do marsupial foi um grande sucesso e vendeu mais de 6,82 milhões de cópias. De olho na resposta positiva do público, a desenvolvedora lançou, em 1997, a sequência de Crash Bandicoot. 

Crash Bandicoot 2: Cortex Strikes Back

Depois de derrubar o Dr. Cortex do seu dirigível, Crash achou que o vilão tinha caído e morrido, mas não foi isso o que aconteceu. Na sequência do jogo, vemos que o malvado Neo sobreviveu à queda e encontrou uma caverna repleta de cristais. Uma nova ideia surge na cabeça do cientista e ele resolve planejar novamente a dominação do mundo com esses itens.

Cortex consegue um novo assistente, N. Gin, e, juntos, enganam Crash levando o marsupial acreditar que os cristais são para salvar o mundo, e não para destruí-lo. Durante a trajetória do protagonista nessa nova missão, um velho conhecido aparece, N. Brio. O antigo vilão conta outra história para o herói e diz que ele precisa de gemas especiais para parar os planos de Neo e, para isso, quer a ajuda do Bandicoot. 

Crash entrando em uma fase no jogo 2.
Em Crash Bandicoot 2, Cortex volta mais poderoso que nunca. Imagem: Reprodução/Naughty Dog

É Coco, a irmã de Crash, que descobre tudo e, juntos, os Bandicoots derrotam novamente os cientistas vilões. Caso durante as fases você consiga juntar as gemas que Nitrus Brio (ou N. Brio) pede, esse personagem as usa um superlaser para destruir a estação espacial de Cortex, que cai em um templo ancestral misterioso.

Essa sequência de Crash Bandicoot, diferente da primeira, funciona no estilo warp room, ou seja, as fases são divididas em cinco andares com seis desafios e um chefe em cada e um total de 12 a 24 cristais e diamantes. Há também um andar secreto. 

O jogo Crash Bandicoot 2: Cortex Strikes Back fez tanto sucesso que tomou o pódio do seu antecessor e vendeu cerca de 800 mil cópias só no Japão.

Crash Bandicoot 3: Warped

O terceiro jogo da trilogia foi lançado em 1998 com uma grande novidade: nele, os players conseguiam jogar com a Coco! Quanto à história, o final do Cortex Strikes Back deu uma boa dica. Quando Dr. Neo cai em um templo ancestral misterioso, ele liberta Uka Uka, o irmão maligno do grande conselheiro de Crash: Aku Aku. 

É nesse momento, que descobrimos que o grande vilão por trás de toda a história é Uka Uka e que o Dr. Cortex era apenas um peão do irmão de Aku Aku. Porque os cristais responsáveis por ajudar os malvados a dominarem o mundo foram destruídos no último jogo, eles terão que voltar no tempo para recuperá-los e, para isso, chamam Dr. N. Tropy, autoproclamado Mestre do Tempo. 

Crash no jogo três escolhendo uma fase.
O último jogo da N Sane Trilogy desvendou muitos mistérios da história. Imagem: Reprodução/Naughty Dog

Crash entra na história quando Aku Aku percebe que seu irmão foi solto e pede ajuda ao marsupial para que, juntos, consigam parar os vilões e restaurar a ordem do universo. Começa, assim, uma caçada pela história do mundo, passando pela era medieval, pela era do gelo, entre outras.

No final, é possível encontrar e batalhar com Neo e Uka Uka no futuro. Caso você seja bem-sucedido e vença, a máquina utilizada por eles para viajar pelo espaço-tempo explode, engolindo o Dr. Neo Cortex, o irmão malvado de Aku Aku e o N. Tropy, aprisionando-os em uma dimensão diferente. Dessa forma, Crash é finalmente vitorioso. 

Crash Bandicoot: Warped também é produzido no estilo warp room e trouxe várias outras jogabilidades diferentes dos seus antecessores, entre elas a possibilidade de jogar com Coco, disputar corridas de moto e de avião, andar em dinossauros e pilotar jet-ski. 

Mais uma vez, o jogo bateu o recorde da sequência, foram cerca de 5,7 milhões de cópias vendidas ao redor do mundo. Só no Japão, ultrapassou 1 milhão de unidades comercializadas. Além disso, o game alcançou um grande feito no país, já que foi o primeiro título não produzido no Oriente a receber um prêmio de platina. 

Adaptações e mais adaptações

Caso você seja realmente muito fã de Crash, percebeu que diversos outros jogos desse universo foram deixados para fora, não é mesmo? Esses outros games são adjacentes, ou seja, não fazem parte da trilogia N Sane – jogos que deram início à saga –, que segue uma ordem cronológica. No entanto, eles são muito importantes e fizeram com que o marsupial fosse ainda mais conhecido e adorado. 

Em 30 de setembro de 1999, depois de um ano que a N Sane Trilogy foi lançada, a Naughty Dog desenvolveu o último jogo da franquia antes de entregá-la à Active Blizzard. Foi o Crash Bandicoot: Crash Team Racing, um game estilo Mario Kart, em que os personagens do universo do marsupial disputavam corridas sem nenhuma história de fundo ou objetivo além de chegar em primeiro lugar. 

Foi só dois anos depois do último jogo entregue pela Naughty Dog que outro game foi produzido para o público. Em 2001, veio o Crash Bandicoot: The Wrath of Cortex idealizado em parceria com a Konami e a Traveller’s Tale para Playstation 2. Depois, em setembro de 2004, foi lançado o Crash Twinsanity também para PS2 e Xbox. 

A franquia não para por aí: em 2005 conhecemos o game Crash Tag Team Racing e, em 2007, Crash of the Titans foi desenvolvido para Playstation 2, PSP, Nintendo Wii, Game Boy Advance, Nintendo DS e XBox. Por fim, em 2008 recebemos o último novo jogo de Crash, o Mind Over Mutant, idealizado para Playstation 2, Nintendo Wii, XBox 360, PSP e Nintendo DS. 

Em 2017, a Activision remasterizou a trilogia de Crash Bandicoot: N Sane Trilogy, a ideia era deixá-la apta para os gráficos do Playstation 4. Em 2018, a empresa liberou os jogos para PC, Nintendo Switch e Xbox One. 

 Crash Bandicoot 4: It’s About Time

Depois de anos de evolução e lançamentos, houve um hiato consideravelmente grande sem novos games com o protagonismo de Crash Bandicoot. No entanto, em 2021, a Active Blizzard resolveu por fim na tristeza dos fãs e produziu novíssimas aventuras e desafios estrelando o marsupial preferido dos gamers e sua gangue inteira. 

Em Crash Bandicoot 4: It’s About Time, reencontramos nossos personagens e momentos preferidos de Crash. Coco, Aku Aku, Dr. Neo Cortex, Uka Uka e N. Tropy estão prontos para novos desafios e missões. 

O enredo da quarta sequência de Crash começa onde o terceiro jogo parou. O trio de vilões consegue de algum modo escapar da prisão dimensional, mas com consequências: eles acabam criando uma distorção no tempo e espaço de todo o multiverso do jogo.

Além dos personagens principais, alguns outros acabam retornando para o quarto jogo da sequência, entre eles, Tawna, a namorada de Crash. Não só isso! Também conhecemos novas importantes figuras para o game, como as máscaras Quantum, que possuem poderes especiais. 

Uma novidade bem legal dessa sequência é a jogabilidade. É possível escolher o modo moderno, em que não existe game over, pois conta com um sistema de pontuações diferenciado. No entanto, se você for old school e preferir se basear no velho Crash, há a possibilidade de escolher jogar no modo retrô. 

Nesse novo jogo, também temos muito mais personagens jogáveis além do Crash, como o Dr. Neo Cortex, o Dingodile e a Tawna. Coco também ganha mais protagonismo em It’s About Time e se torna tão importante para a narrativa quanto o irmão.

Crash Bandicoot para PC

Durante muito tempo, Crash Bandicoot foi um jogo apenas para consoles, porém essa era acabou. Seja porque estamos entrando em um momento em que os PCs Gamers funcionam muito melhor que os videogames – ou por uma jogada estratégica de vendas –, pela primeira vez na história do jogo, temos o lançamento simultâneo para todas as plataformas. Você verá Crash Bandicoot como nunca antes. 

Será que funcionou? Como os fãs, que até então só jogavam por console, se sentiram com essa mudança? Fomos atrás das respostas. 

Review

De maneira geral, Crash 4 funcionou muito bem para PC. Com exceção de algumas partes em que a câmera atrapalha a visualização de obstáculos no caminho e, sem a possibilidade de saber quando apertar “gire e pule”, isso acaba por resultar em uma morte inesperada. 

Os desenvolvedores conseguiram unir com maestria os universos de Crash separados por mais de 20 anos sem fazer com que os jogadores experimentassem uma gameplay forçada. No final das contas, as novas inserções incluídas na sequência 4 não ficam deslocadas e parecem que sempre fizeram parte da história desde o princípio. 

Assim como o resto da sequência, Crash Bandicoot 4: It’s About Time é repleto de cores vivas e alegres e de paisagens estonteantes que são maravilhosas de explorar. Os gráficos e comandos não sofreram com a mudança de plataformas. 

De um modo geral, Crash está onde deve estar. No futuro, em todas as plataformas e nas mãos da maioria dos jogadores, porque um jogo assim não deve ser restrito aos consoles. 

Gameplays

Muitos jogadores já se aventuraram por gameplays da sequência 4 de Crash Bandicoot. Separamos três delas para você conferir. 

Gameplay e análise da Última Ficha

Com um gameplay básico e uma análise crítica em relação a como o jogo ia rodar em computadores não tão avançados, o canal Última Ficha fez um vídeo detalhado comentando o novo game de Crash.

Gameplay e análise de Videogmz

Já o canal Videogmz realizou uma gameplay completa mostrando como o jogo desenvolveu em um notebook com placa RTX 2070, em 4K, 1080p e 60 FPS.

Gameplay de MaxMRM GAMEPLAY

Já o MaxMRM fez um walkthrough, ou seja, um passo a passo de tudo o que há no jogo para ser explorado. 

Confira como conseguir as chaves no Crash Bandicoot, de que forma é possível pegar todas as caixas e salvar o jogo.

Opiniões dos players

Aqueles que já jogaram Crash Bandicoot 4: It’s About Time manifestaram opiniões sobre o jogo. Será que vale a pena? Para muitos deles, a resposta é sim. A grande maioria comemorou o lançamento e confessou estar com saudades do seu marsupial preferido. 

Jonas chama atenção para a homenagem ao ator que deu voz a Aku Aku. 
Chibi-Well afirmou que Crash Bandicoot 4 é muito bom.
Mugiwara diz que gostou bastante de Crash 4.
Rafael chama atenção para a dificuldade do jogo.

Não é segredo para ninguém que Crash Bandicoot é um sucesso e marcou gerações. Agora, com essa agradável surpresa anunciada pela Active Blizzard, os fãs podem ver Crash Bandicoot como nunca: dentro do PC, o que também permite que mais players possam participar dessa experiência.

Nos resta aguardar para saber o que será da série e, quem sabe, em um futuro, ter novos desafios épicos para se aventurar junto com o marsupial e sua gangue. 

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